Relógio
Um mês pode ser um milênio pra quem está esperando. Um minuto a mais pode ser tudo na vida de quem não quer ir embora. O Tempo é um só: finito e infinito.
O ponteiro do Minuto Sempre anseia aquele doze Quando encontra sua senhora Pr’um namoro de uma hora O Segundo, enciumado Ri-se largo desse enlace E sem quem o admire Torce logo que se gire Às seis, horário pérfido Se opõem com um olhar E a Hora, toda aflita, Amaldiçoa sem andar E quando vem de novo o doze E os dois se abraçam já soltando O Minuto chora e chama Maldito tempo que não ama!


Esse é fofinho demais